14 de mai de 2011

Cruzada


Pelo cedilha posso cruzar a praça com a estação. Pela estação, eu saio e
chego na praça. Pela praça, não sei se passo ou estaciono, como patrimônio,
como um pedaço de pão, e ponho na própria história a puta que frequenta a
padaria e o filho da puta que come o pão do chão. Pela palavra, falo nada,
mas cruzo.

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